Região Sudeste lidera o crescimento do número de empresas inadimplentes. Setor de serviços teve a maior alta no número de CNPJs com dívidas em atraso

O crescimento do número de pessoas jurídicas inadimplentes no país mostrou perda de força ao longo de todo o ano de 2016 e segue apresentando a mesma tendência também em 2017. De acordo com o indicador de inadimplência de pessoa jurídica calculado pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), no último mês de julho frente igual período de 2016, houve uma alta de 3,31% na quantidade de empresas negativadas – em julho de 2016 a variação havia sido de 8,65%. Na comparação mensal entre julho e junho, a variação foi de 0,08%.

Na avaliação do presidente da CNDL, Honório Pinheiro, o abrandamento da inadimplência das empresas tem acontecido mesmo em meio à crise econômica por conta da maior restrição ao crédito e menor propensão a investir, que trazem redução do endividamento. “Para os próximos meses, espera-se que chegue ao fim o recuo da atividade econômica, seguido de uma lenta recuperação, e que os empresários permaneçam cautelosos devido ao cenário de grande incerteza política e econômica, o que deve manter o crescimento da inadimplência das empresas em patamares discretos frente à série histórica como um todo”, afirma.

Os dados regionais mostram que o Sudeste aparece liderando o crescimento do número de empresas inadimplentes. Na comparação de julho com o mesmo mês do ano anterior, o número de pessoas jurídicas negativadas na região cresceu 3,79%, a maior alta entre as regiões. Já o Nordeste mostrou a segunda maior alta do número de empresas negativadas em comparação às demais regiões, de 3,11%. Sem seguida aparecem o Norte (2,95%), Centro-Oeste (2,71%) e Sul (1,77%).

Dívidas atrasadas crescem 0,88% em julho

Além do aumento no número de empresas inadimplentes, houve também um crescimento na variação da quantidade de dívidas em atraso em nome de pessoas jurídicas: 0,88% a mais em julho frente a igual mês de 2016. Já na passagem de junho de 2017 para julho, a alta foi de 0,02% no volume de dívidas.

O número de empresas devedoras por ramo da economia mostra que setor de serviços teve a maior alta em julho, de 5,87%. Em seguida, destaca-se o segmento de agricultura (5,52%), seguido pela indústria (2,46%) e pelo comércio (2,15%).

Já análise por setor credor – ou seja, para quem as empresas estão devendo – revela que foram as pendências a receber de empresas da indústria aquelas que mais cresceram no período, com alta de 5,40%. Em seguida, destaca-se a alta das dívidas ligadas ao comércio (5,08%). As dívidas com o setor de agricultura caíram expressivos 23,36% e as de serviços mostraram queda de 0,42% na variação anual.

Metodologia

O indicador de inadimplência das empresas sumariza todas as informações disponíveis nas bases de dados do SPC Brasil (Serviço de Proteção ao Crédito) e da CNDL (Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas). As informações disponíveis referem-se a capitais e interior das 27 unidades da federação.

 

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